Tycho BraheKnudstrup, Escânia, 1546 - Praga, 1601 Astrónomo
dinamarquês. Filho de uma família da aristocracia sueca, começa a
estudar Direito em Copenhaga em 1559. Ao que parece, o eclipse do Sol do
21 de Agosto de 1560 determina uma nova orientação dos seus estudos. Em
1562 a sua família envia-o para estudar Direito em Leipzig, mas Brahe
dedica-se ao estudo da Astronomia e, sem mais instrumentos que alguns
compassos, detecta erros nas tabelas afonsinas originados pela refracção
atmosférica, que também estuda. Em 1569 instala-se em Augsburgo, onde
faz construir um quadrante de precisão. Em 1571 volta ao seu país, onde
constrói um observatório e se dedica à alquimia. Em 1573 publica a
aparição de uma nova estrela (uma supernova). Nesse ano casa-se com uma
camponesa, o que lhe causa problemas com a família. Em
1574, a pedido de Frederico II dá aulas de Astronomia em Copenhaga. Pouco
depois, o monarca coloca à sua disposição a ilha de Hveen para que
construa um observatório, o melhor dotado da Europa naqueles tempos
(1577), que recebe o nome de Uranienborg. Com o grande telescópio e
outras ferramentas que manda construir, realiza as suas observações
durante vinte anos, e elabora um catálogo de estrelas. Em 1588 morre o
seu protector, e Brahe, homem de carácter difícil, vê-se privado de
subvenções em 1594, pelo que emigra com os seus instrumentos para Praga,
sob a protecção de Rudolfo II (1600). Ali tem Kepler como ajudante.
Trabalha até à morte na elaboração das «tabelas rudolfianas». Opõe-se às teorias copernicanas. O seu sistema é intermédio entre o ptolomaico e o copernicano, pois faz girar os planetas ao redor do Sol, e este ao redor da Terra. O principal mérito de Brahe é a abundância das suas observações e a precisão destas, que permitem ao seu discípulo Kepler enunciar as famosas leis que têm o seu nome. |