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Roberto Ivens

S. Miguel, Açores, 1850 - Dafundo, Oeiras, 1898

 

Oficial da Marinha de Guerra portuguesa e explorador da África Meridional. Filho de pai inglês e mãe portuguesa, assentou praça na Marinha em 1867. Concluiu o curso em 1870 e, depois, prestou serviço na Índia, em Angola (aqui, com apenas vinte e seis anos, chefiou algumas expedições no Sul da então colónia portuguesa com base na baía dos Tigres e no curso do rio Zaire) e em S. Tomé. Ganhou fama mundial quando, em 1877, com Hermenegildo Capelo e Alexandre Serpa Pinto, o primeiro também oficial da Armada e o segundo oficial do Exército, explorou os territórios entre Angola e Moçambique, explorando as bacias hidrográficas dos rios Zaire e Zambeze, expedição essa que terminou em 1880. Depois, com Hermenegildo Capelo e em 1884/85, partiu de novo de Angola para Moçambique (Tete), expedição esta que os dois repetiram. Estas expedições, para além de terem permitido fazer várias determinações geográficas, colheitas de fósseis, aves, colecções botânicas, permitiram também servir para a defesa da presença portuguesa nos territórios explorados e reivindicar os respectivos direitos de soberania (mapa cor-de-rosa) que a Inglaterra não aceitou e que provocou o Ultimato de 1890. Roberto Ivens deu conta das suas expedições nos livros De Benguela às Terras de Iaca, 1881, e De Angola à Contracosta, 2 volumes, 1886.