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Artur
Carlos Maurício Pestana dos Santos
PEPETELA
Escritor angolano: nascido em 1941
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QUANDO TUDO ACONTECEU... 1941: Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (Pepetela) nasce em Benguela, Angola, em 29 de outubro. - 1958: Parte para Lisboa, onde ingressa no Instituto Superior Técnico (Engenharia) que freqüenta até 1960. - 1961: Transfere-se para o curso de Letras. Neste mesmo ano acontece, em Luanda, a revolta que origina a Guerra Colonial. - 1963: Torna-se militante do MPLA - Movimento Popular para a Libertação de Angola. - 1960/1970: Freqüenta a Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, berço dos ideais de independência. Exilado na França e na Argélia, posteriormente gradua-se em Sociologia. - 1975: Independência de Angola. Nomeado Vice-Ministro da Educação no governo de Agostinho Neto. - 1997: Ganha o Prémio Camões pelo conjunto da sua obra. - 2002: Recebe a Ordem do Rio Branco, Brasil. - Actualmente é professor de Sociologia da Faculdade de Arquitetura de Luanda, onde vive. |
BIBLIOGRAFIA |
Pepetela escreve e publica. Entretanto, o que está a acontecer no resto do mundo? Consulta a Tábua Cronológica. |
Muana
Puó
- Romance escrito em 1969 e publicado em 1978. Mayombe
-
Romance escrito entre 1970 e 1971 e publicado em 1980. As
Aventuras de Ngunga
- Romance escrito e publicado em 1973. A
Corda
- Peça teatral escrita em 1976. A
Revolta da Casa dos Ídolos
- Peça teatral escrita em 1978 e publicada em 1979. O
Cão e os Calus
- Romance escrito entre 1978 e 1982 e publicado em 1985. Yaka
- Romance escrito em 1983 e publicado em 1984 no Brasil e em 1985 em
Portugal e em Angola. Lueji,
o Nascimento de um Império
- Romance escrito entre 1985 e 1988 e publicado em 1989. Luandando
- Crônicas sobre a cidade de Luanda escritas e publicadas em 1990. A
Geração da Utopia
- Romance que começou a ser escrito em 1972 e publicado em 1994. A
Gloriosa Família, o Tempo dos Flamingos
- Romance publicado em 1997. O
Desejo de Kianda
- Romance escrito em 1994 e publicado em 1995. A
Parábola do Cágado Velho
- Romance. Começou a ser escrito em 1990 e foi publicado em 1997. A
Montanha da Água Lilás, fábula para todas as idades
- Romance publicado em 2000. |
| O HOMEM E O MAR INTERIOR | |
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O
mar trazia facas afiadas “O
homem é um ponto minúsculo na imensidão na chana (1)
. O sol acaba de se erguer e perdeu o tom ensangüentado que
guardara por momentos, depois de violar
a noite. O homem já deixou atrás de si uma longa extensão do
terreno, coberta apenas por capim. A mata, é ainda um tom azulado na distância
e ele espera entrar em seus domínios aos primeiros alvores. A chana à
sua frente é um mar, um oceano de capim baixo que lhe chega à altura dos
joelhos. Mas ele sabe que lá, onde finda a chana haverá árvores e
sombra. No fundo da chana há sempre árvores, bem como à direita ou à
esquerda ou atrás; a chana é um mar interior, a única incerteza reside
no tempo necessário para chegar à praia.” “O
sol nascente indicou-lhe o caminho e reaqueceu-o do frio da noite. O homem
recebe o calor na cara, como uma carícia particular. Sabe que, em breve,
a carícia se tornará incômoda e, mais tarde, tortura. Por enquanto, porém,
o sol é apenas o ser que fez afastar o frio e os terrores noturnos; é
ainda bendito, para depois ser amaldiçoado e, quando desaparecido, ser
desejado. Destino de qualquer soberano...” “O
homem tem uma arma, uma Kalashnikov
soviética, apoiada no ombro esquerdo. Um boné verde oculta-lhe o
abundante cabelo desgrenhado pelo suor e os dias de peregrinação de
volta à proteção verde e densa da floresta. A barba termina em duas
pontas, no queixo. Os olhos são grandes e realçados pelos sinais das
noites mal dormidas. Veste uma farda camuflada e calça botas
militares”. Do cinturão está pendente uma bolsa-cartucheira para os
carregadores de reserva. Ao lado dela, uma bolsa verde, menor, guarda papéis
e o emaranhado de anotações que lhe vêm à mente e o fazem registrar
fatos do presente e do passado que povoam sua cabeça. Mais atrás, uma
corda enrolada. Do lado esquerdo, o cantil e o punhal adaptável à arma.
Na parte da frente do boné está espetado um emblema oval, onde se nota
um facho aceso empunhado por uma mão negra: o homem é um guerrilheiro. Marcha
rapidamente em direção à mata, os olhos inquietos abarcando toda a
chana. Por vezes, estaca repentinamente e move a cabeça ou inclina-a para
escutar e tentar perceber os sons que o circundam. Tenta neles reconhecer
a presença de ao menos um dos camaradas de seu pelotão, o do Comandante
Sem Medo, mas que neste momento estão perdidos, como ele, após o ataque
súbito dos portugueses na
volta à base. O silêncio tenebroso da chana o faz recordar vivamente o
som de máquina de costura das metralhadoras e as explosões das granadas
de que ele, ainda sem saber bem, escapou. “Logo,
no entanto, prossegue, cada vez mais rápido. A farda, as botas, a barba
estão sujas de pó acumulado. A estação seca está no fim, mas as
chuvas ainda não começaram. A chana está ressequida e a poeira cobre
tudo. O capim novo já nasceu e contrasta com o amarelo que ficou da estação
passada. Nos sítios onde chegara o fogo posto pelos caçadores, o negro
calcinado já foi vencido pelo verde possante que fura a terra. Daí a três
meses toda a chana estará coberta de água, água parada onde crescerão
girinos, sanguessugas e mosquitos, copulando constantemente. Então,
qualquer marcha será um arrastar torturante com água pelos joelhos, com
quedas freqüentes por causa dos buracos camuflados e o zumbir permanente
dos mosquitos à volta da cabeça.”
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O MAYOMBE E OS SEGREDOS DO MUNDO |
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Que destino teria sido dado à terra? teremos árvores crescidas à beira do naufrágio? Mas há dez anos testemunhei a epilepsia do planeta e da terra vestida de vespas vinham aves amarelas, brancas e pretas. Lembravam que a terra oferecia em cada instante noites diárias e diariamente as árvores cantavam quando o planeta se aproximasse da tenda: em transumância estava o destino da terra vestida de vespas. (João Maimona) “A
amoreira gigante está à sua frente. O tronco destaca-se do sincretismo
da mata e o homem percorre seu tronco com os olhos: a folhagem da árvore
mistura-se à profusão de tons verdes que o encerra na mata. Só o tronco
da árvore se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe: os gigantes só
o são em parte, ao nível do tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o
homem. As impressões visuais são menos nítidas e a mancha verde
predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da
amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas,
num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendo-se. Tal
é a vida.”
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ESCREVER PARA ENTENDER |
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O oceano separou-me de mim Enquanto me fui esquecendo nos séculos E eis-me presente Reunindo em mim o espaço Condensando o tempo Na minha história existe o paradoxo do homem disperso. (Agostinho Neto) O
homem acorda, de repente, quando uma onda mais forte vence a areia para
lhe banhar as pernas nuas. O mar de Benguela cresce e suas vagas, cada vez
mais, prolongam-se pelo tapete alvíssimo que reflete os últimos raios do
sol da tarde. O
homem levanta-se após pouco tempo, tenta retirar com a mão os grãos de
areia que lhe ficaram presos ao corpo e à barba e, com este gesto,
expulsa, momentaneamente, as últimas imagens do sonho afugentado pelas águas
daquela praia angolana. Senta-se
outra vez, ainda sonolento, refletindo entre o que é realidade e sonho
porque sabe que as imagens brumosas que lhe apareceram sob essa forma
pertencem ao seu passado e são, por isso, reais. Reclina-se na cadeira,
pega o lápis e o caderno na velha bolsa verde que tem ao pé de si e
cobre o branco aquecido do papel com memórias dos dias vividos no Mayombe,
os conflitos iniciados naquele distante ano de 1961. Vêm-lhe à
mente os soldados com quem conviveu, a fome, a sede, as vitórias sobre o
inimigo, as inevitáveis derrotas, as conversas e histórias contadas,
quer à luz do luar, quer acossados pelos portugueses, pelas vozes de
Baltazar Vam Dum, Mavinga, União, Malongo, Comissário, Mundo Novo, Joel
Semedo, Kanda e Lusolo, Sara e Carmina, algumas das muitas personagens que
permeiam sua vida. Lembra-se por fim do cessar-fogo diante de uma dita
independência que se presentificou diante do olhar vítreo e até então
indecifrável de Yaka, a estátua tchokue. Sua
mão corre freneticamente por sobre o papel e faz com que as reminiscências
o façam refletir, ali, mais
uma vez, defronte ao mar azul do poente, sobre o que foram aqueles anos
chamados de guerra. O mar participa da conversa mando-lhe ocasionalmente
uma ou outra onda que banham seu pé descalço e fazem com que o homem se
levante e contemple sua imensidão e quietude enquanto alisa a barba
grisalha. O
mar tem sido seu mais constante interlocutor desde a meninice, quando seu
pai português e sua mãe angolana o traziam à praia. Era ali, diante da
imensidão nem sempre azul dos dias de calema que ele compreendia de fato
as histórias de tradição kwanyama (2) e
nyaneka (3) que os empregados da casa
lhe contavam, o que o fazia pensar a diversidade de tradições - tão
grandes como o mar - que compunha seu país e o tornavam ao mesmo tempo tão
diferente e singular. Foi
também naquela mesma praia, em derradeira visita antes de partir para o
combate, que ele deixou de ser apenas Artur Carlos Maurício Pestana dos
Santos e assumiu-se como Pepetela, traduzindo originalmente para umbundo
(4) um dos seus sobrenomes como nome,
literalmente, de guerra, para, a seguir, lançar-se no verde mar das
florestas do leste de Angola, a fim de resgatar toda aquela singularidade
que seu país perdera. Durante
o enfrentamento e afastado do mar, foi às águas dos rios que o
guerrilheiro destinou suas dúvidas e anseios e do diálogo estabelecido
com elas foi que ele aprimorou a empunhadura e o manejo das palavras.
Através do mergulho metafórico em suas águas que o poeta visitou a
profundeza de rios e lagoas, conheceu Kiandas (5)
e visitou os domínios de Suku-Nzambi (6), o
criador daquele e dos mundos que ele resgataria, anos mais tarde em um de
suas narrativas e reflexões.
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NAS ÁGUAS DA HISTÓRIA |
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Para a forca hia um homem: e outro que o encontrou lhe dice: Que he isto senhor fulano, assim vay v.m.? E o enforcado respondeo: Yo non voy, estes me lleban. (Pe. Manuel Velho) As
águas em seu vaivém constante alegorizam sua preocupação em repensar a
história de seu país considerando sua pluralidade étnica que resulta,
por sua vez, em uma diversidade de verdades que são verbalizadas através
de suas muitas personagens. Todas essas vozes entretecidas fazem comentários
explícitos sobre o passado, justapondo diversos pontos de vista sobre
aquilo a que chamam “história”, sem discriminação entre versões
verdadeiras e falsas.
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| AS ÁGUAS DA ESPERANÇA E DA POESIA | |
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Kianda Ateus nos beiços do Ulungu (7) Fazem te panfletária e publicitária No nzumbi (8)
do povo é Kituta & benção! (Fernando Kafukeno) O homem recolhe calmamente seus pertences, guarda na bolsa verde o lápis,
o bloco de anotações e volta-se pela última vez para o mar. Este lhe
responde enviando mais uma onda, desta vez mais forte, que apaga da areia
os traços feitos com o lápis. O homem levanta-se e agradece as águas
por serem suas cúmplices pessoais e ficcionais, já que elas representam
para ele a alegoria de criação do universo, da renovação e do equilíbrio
cósmico que possibilitou-lhe e a suas personagens enxergarem-se e
compreenderem-se para, então, verem e entenderem profundamente todas as
“verdades” que se lhe apresentavam. Ele sabe que as águas são guardiãs da sabedoria angolana já que elas
constituem o rio que divide o mundo dos vivos e dos espíritos, de cuja
união depende a harmonia da existência porque um inexiste sem o outro.
É através do seu correr incessante que se movem as forças primordiais
geradoras da vida que fazem com que exista sempre uma possibilidade de
recomeço. Tal como nas histórias ouvidas em criança, a evocação dos
mitos de origem da vida encerra uma possibilidade de o povo angolano
restaurar a harmonia cósmica após os anos de guerra. Por esta razão as
águas dos rios, lagoas e mares são para ele um manancial de esperanças.
A água lilás, cuja cor e aroma curam e alegram quem a toque ou aspire
foi a alegria do povo da Montanha da Poesia, mas também a causa da guerra
que o destruiu, segundo fábula que ele começou a rascunhar muitos anos
antes. No entanto, é da força primordial delas que sai o canto de Kianda,
o ser mítico das águas que, em outra de suas narrativas, ergueu seu
canto majestoso e triunfal e alterou com seu poder ancestral tudo aquilo
que o homem não pôde ou não quis mudar. Pensando nisso, Pepetela, o homem, o escritor, larga na areia a velha
bolsa verde e entra no mar para o último mergulho do dia, para sentir-se
revigorado e também para ouvir lá embaixo das ondas ecos do canto
guerreiro e divinal das Kiandas, que com suas fitas multicoloridas
o saúdam e encorajam a ser agente de conscientização e transformação
pela magia e poesia das palavras que ele engenhosamente maneja. _______________ (1)
Chana »» Savana. (2)
Kwanyama »» Etnia do sul de Angola, na província de Cunene. (3)
Nyaneka »» Etnia do sudeste de Angola, ao longo do rio Cunene. (4)
Umbundo »» Língua bantu, do sul de Angola. (5)
Kianda, Kituta ou Kiximbi são “espíritos das águas” e
uma das entidades reguladoras do mar, dos lagos, dos rios, dos peixes, das
marés e da pesca. Estão ligadas ainda à fecundidade feminina e às
crianças, sendo a elas atribuído o nascimento de gêmeos. Apresentam-se
envoltas por um clarão e redemoinhos de águas ou de ar. (6)
Suku-Nzambi »» Deus supremo da natureza que, depois de haver
criado a terra, o sol e a água, criou a mulher, utilizando terra. Deu
forma ao homem, utilizando o fogo como matéria-prima. Após modelá-los,
colocou-os à sombra da mulemba, árvore que representa o poder divino, e
espargiu-lhes água. A esse casal primordial deu o nome de Samba e Maweze. (7)
Ulungu »» Leme do barco. (8)
Nzumbi »» Alma, espírito. ___________________ Referências
Bibliográficas CARVALHO, Ruy Duarte de. Ana a manda, os filhos da rede. Lisboa:
Instituto de Investigação Científica e Tropical. 1989. COELHO, Virgílio. “Imagens, símbolos e representações,
“quiandas, quitutas, sereias”: imaginários locais,
identidades regionais e alteridades. Reflexões sobre o quotidiano urbano
luandense na publicidade e no marketing.” Ngola - Revista
de Estudos Sociais. Luanda: I, (1), 1997:127-191. DUTRA, Robson Lacerda. O Espelho refratário das águas:
uma leitura das relações entre história, ficção e mito em narrativas
de Pepetela. Rio de Janeiro: UFRJ, Faculdade de Letras, 2001. 155 p.
mimeo. Dissertação de Mestrado em Literatura Portuguesa. KAFUENO,
Fernando. Missangas! Kituta. Luanda: Edições de Angola, 2000. HAMPÂTE-BÂ, Amdou. “Palavra
africana”. In: O Correio
da Unesco. Paris;
Rio de Janeiro, 11:
16-20, ano 21, nov. 1993. HILDEBRANDO,
Antonio. “A parábola do
cágado velho:
construindo pontes”.
In : SEPÚLVEDA,
Maria do Carmo e SALGADO, Maria Teresa. (0rg.) África e Brasil: Letras
em laços. São Paulo: Atlântica, 2000. JUNOD,
Henrique A. Usos e Costumes dos Bantos. Maputo: Imprensa Nacional
de Moçambique, 1974;1975. 2
v. KABWASA,
Nsang O’Khang. “O eterno retorno”.
In: O
Correio da
Unesco. Rio de
Janeiro, 12: 14-15, ano 10, dez. 1982. LABAN,
Michael. Angola: Encontro
com escritores. Porto:
Fundação António de Almeida, 1988. LARANJEIRA,
Pires. Literaturas Africanas de expressão portuguesa. Lisboa:
Fundação António Almeida, 1995. MAIMONA,
João. Festa de monarquia. Luanda: Kilombelombe, 2001. MATA, Inocência. “Pepetela e as (novas) margens da
nação angolana”. Texto apresentado
no VI Congresso Internacional da Associação
Internacional de Lusitanistas. Rio de Janeiro, 1999. MELO, João de. (org.). Os Anos de guerra —
1961-1975 — os portugueses em África.
Crônica, história e ficção. Lisboa: Dom Quixote, 1998. PEPETELA.
A geração da utopia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. RUI, Manuel. Cinco vezes onze poemas em novembro. Luanda:
Edições dos Escritores Angolanos, 1985. SECCO,
Carmen Lucia Tindó Ribeiro.“A alegoria de Kianda e o olhar
‘melancolérico’ de Pepetela”.
In: Actas do V congresso da
Associação Internacional de Lusitanistas
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