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Niels
Henrick
Bohr
(Copenhaga, 1885-idem,
1962)
Físico
dinamarquês. Doutora-se em Física na Universidade de Copenhaga. Em 1911
passa para a Grã-Bretanha, onde trabalha com J. J. Thomson nos Laboratórios
Cavendish, em Cambridge, e com E. Rutherford em Manchester. Em 1920 é
nomeado director do Instituto de Física Teórica de Copenhaga.
Baseando-se numa síntese do modelo planetário de Rutherford e na teoria
quântica de Planck, concebe uma teoria atómica que dá conta com notável
exactidão do espectro atómico do hidrogénio (trata-se do chamado «átomo
de Bohr»). Idealiza também o modelo chamado «da gota líquida» para
explicar as desintegrações nucleares. Durante a Segunda Guerra Mundial
toma parte activa no movimento de resistência antinazi, pelo que em 1943
se vê obrigado a fugir sucessivamente para a Suécia, Grã-Bretanha e
Estados Unidos; neste último país colabora no Projecto Manhattan
(processo secreto de investigação e criação das primeiras bombas atómicas).
Posteriormente esforça-se por convencer os governos da conveniência de
abandonar a corrida aos armamentos atómicos. Em 1922 recebe o Prémio
Nobel de Física. Além de diversos memorandos científicos, publicados na
sua maioria nas revistas Philosophical
Magazine e Zeitschrift für
Physik, é autor de Teoria dos
Espectros e Constituição Atómica, Teoria
Atómica e Descrição da Natureza e, já depois da Segunda Guerra
Mundial e da utilização bélica da energia atómica, Física
Atómica e Conhecimento Humano. O seu filho, Aage Bohr, também
consagrado ao estudo da Física Atómica, recebe o Prémio Nobel de Física
em 1975, pelos seus estudos sobre a estrutura do núcleo atómico. |