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MARTIN HEIDEGGER

(Messkirch, Baden, 1889 - idem, 1976).

 

Filósofo alemão. Dedica toda a sua vida aos estudos filosóficos e ao ensino. Sucessor de Husserl na Universidade de Friburgo, em 1933 é nomeado reitor da mesma; na sua tomada de posse Heidegger pronuncia um discurso muito próximo das teses nazis.    

Genuíno herdeiro da tradição metafísica, que no século xx se vê ancorada no niilismo, Heidegger esforça-se por investigar as raízes da referida tradição cultural e por reencontrar e depurar, no meio do drama do homem europeu, as perguntas originais que guiam a sua história. A sua linguagem, de aparência abstracta e esotérica, refere-se a temas concretos e estimulantes: o poder, a técnica, a manipulação do homem na sociedade actual, a liberdade...    

Para Heidegger, o que define a ontologia e a sua história é o esquecimento do ser como centro de interrogação. O ser como questão define um ser particular, o ser aí, o homem, que é aquele que pode existir sabendo, em qualquer momento e simultaneamente, que há-de deixar de existir: que é um ser para a morte. Para o homem, aceitar esta situação é sinal de autenticidade. Além disso, apresentar a questão da autenticidade quer dizer apresentar as diferentes maneiras de ser: facticidade, abandono, historicidade. Estes são os temas fundamentais que Heidegger trata na sua obra mais importante, Ser e Tempo (1927).