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Luis Buñuel

(Calanda, 1900 - México, 1983)

 

Realizador de cinema espanhol. Após estudos secundários em Saragoça, vai para Madrid, onde começa por frequentar Biologia, para depois se licenciar em História. Priva com Lorca, Alberti e outros elementos da Geração de 27. Trava especial amizade com Salvador Dalí. Em 1925 instala-se em Paris, onde faz parte do grupo de escritores e artistas do movimento surrealista. Em 1928, em colaboração com Dalí, realiza o seu primeiro filme, Un chien andalou. Em 1930 roda o seu segundo filme, L'âge d'or, que provoca um grande escândalo. Em Espanha, em 1932, roda um notável documentário, Las Hurdes (Terra sem Pão). Ainda nos anos 30 trabalha uma temporada em Hollywood, trabalhando depois em Espanha como realizador e produtor de diversos filmes. Durante a guerra civil espanhola (1936-39), trabalha em Paris nos serviços de informação da República. Terminado o conflito, exila-se nos Estados Unidos, trabalhando no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque até que o seu antigo amigo Dalí o acusa publicamente de ser ateu e comunista (1936-46). Instalando-se no México realiza filmes comerciais para ganhar a vida. Em 1950, ano em que com Los olvidados obtém um prémio no Festival de Cannes, volta a realizar filmes com regularidade: Ensaio de Um Crime (1956), Viridiana (1961), El ángel exterminador (1962), Diario de una Camarera (1963), A Bela de Dia (1966), La Vía Láctea (1968), Tristana, Amor Perverso (1970), O «Charme» Discreto da Burguesia (1972), O Fantasma da Liberdade (1974), são alguns dos seus principais filmes.

O cinema de Buñuel é profundamente pessoal, reflectindo a sua poderosa personalidade, que combina elementos da tradição realista ibérica com aspectos da subversão moral preconizada pelo surrealismo. Antes de morrer, dita as suas memórias, muito interessantes, recolhidas por Carriére, seu argumentista: Mi último suspiro.