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Luís II de Wittelsbach

Nymphenburg, 1845 - Berg, 1886

 

Rei da Baviera. Filho de Maximiliano II e de Maria da Prússia, ocupa o trono bávaro entre 1864 e 1886. Na guerra franco-prussiana de 1870 põe-se ao lado da Prússia em oposição à opinião geral do seu povo e propõe a reconstrução do Império Alemão sob o comando dos Hohenzollern. O movimento da Kulturkampf, originado pela actividade de Bismarck, que considera que as actividades da Igreja se devem submeter à razão do Estado, dificulta a relação de Luís II com os seus súbditos, maioritariamente católicos.    

Este rei, encarnação viva do romantismo, profundamente misantropo, vive isolado do mundo e ligado ao mundo dos artistas, que protege. Acolhe com entusiasmo o compositor Richard Wagner, para quem manda construir um teatro de ópera. Vive a arte de forma obsessiva e dedica grandes somas à construção de luxuosas residências com predomínio dos estilos neogótico e rococó: os palácios de Herrenchiemsee, Neuschwanstein e Linderhof. O seu desequilíbrio mental é a razão de em 1886 ser deposto, preso e submetido a tratamento psiquiátrico. Poucos dias depois da sua reclusão num dos seus palácios, suicida-se no lago de Starnberg.    

A figura de Luís II da Baviera inspira diversas obras literárias, teatrais e cinematográficas, a mais famosa das quais é o filme de Luchino Visconti, Luís da Baviera.