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Karl Jaspers

Oldenburg, 1883 - Basileia, 1969).

 

Filósofo alemão. Realizou estudos de Direito e Medicina e chegou à Filosofia através do seu interesse pela Psicologia. Professor de Filosofia na Universidade de Heidelberg, entre 1937 e 1945 foi afastado da sua cátedra pelos nazis. A sua obra principal, que contém as suas teses fundamentais, é a Filosofia (1932).    

Jaspers tenta, como Heidegger, elaborar uma teoria da realidade. A realidade aparece segundo três possibilidades: o existente em geral ou objecto existente; o existente para si, a consciência; e o que é em si e não pode incluir-se nas anteriores possibilidades: a transcendência. Qualquer destes três conceitos da realidade pode ser um ponto de partida para a descrição do ser, mas a descrição completa é impossível. Estas diferentes vias são diversas formas do transcender.  

A primeira forma do transcender centra-se nas coisas existentes, que é o que caracteriza as ciências. A segunda forma do transcender deu lugar às notáveis análises de Jaspers das situações existenciais. Mas o esclarecimento da existência também não conduz a resultado algum. O esclarecimento da existência apela à liberdade. A experiência do fracasso da existência lança esta para fora de si e projecta-a para a transcendência do ser incondicionado. E o incondicionado há-de ser decifrado, pois apenas se expressa resumidamente. Para Jaspers, a situação espiritual do momento é de crise criada por nós mesmos por meio do conhecimento científico e da vontade de transformar o mundo. Este esforço leva o homem a uma consciência esmagadora da sua impotência.