| José Bonifácio de Andrada e Silva
(Santos, 1763 - Niterói, 1838) Político brasileiro. Oriundo de uma família da aristocracia portuguesa, forma-se na Universidade de Coimbra em Filosofia Natural (1787) e em Leis (1788). Especializa-se em Mineralogia e Minas e, ainda jovem (1789), assume funções importantes na Academia das Ciências de Lisboa, onde é admitido como sócio. Entre 1790 e 1800, na sua qualidade de mineralogista, viaja por diversas cidades europeias por encargo do governo português. Em 1801 ocupa na Universidade de Coimbra a cátedra de Mineralogia, e é depois nomeado intendente-geral das Minas e Metais do Reino. Durante as invasões francesas combate o inimigo e atinge o posto de tenente-coronel. Regressa ao Brasil em 1819. Como um dos elementos de confiança de D. Pedro, apoia o
movimento independentista. Assim, é por este encarregado de organizar o primeiro
ministério do novo Estado, fica a chefiar a política interna e externa do País. Por
dissidência com o imperador, é afastado dos seus cargos e parte para França (1823).
Regressa de novo ao Brasil em 1829, reconcilia-se com D. Pedro que, quando abdica (1831),
o nomeia tutor de seu filho, o futuro D. Pedro II. Em 1833 é destituído deste cargo pelo
regente Diogo António Feijó. José Bonifácio de Andrada e Silva abandona então a vida
política e passa os seus derradeiros anos na ilha de Paquetá, na baía de Guanabara. É
tido como o verdadeiro arquitecto da independência brasileira, deixa publicado, além de
alguns estudos mineralógicos, um volume de Poesias Avulsas (1825). |