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Jorge Luis Borges

Buenos Aires, 1890 - Genebra, 1986

 

Escritor argentino . Filho de uma família de origem portuguesa por parte do pai e britânica por parte da mãe, adquire desde criança um perfeito domínio da língua inglesa. Entre 1914 e 1921 reside e estuda em Itália e na Suíça, viajando também por Espanha. Em 1921, de regresso à Argentina, funda Proa, revista vanguardista, e começa a publicar como crítico literário em diversas publicações, ampliando posteriormente as suas actividades: conferências, aulas, trabalhos editoriais, traduções. Em 1946 tem um confronto com o regime de Perón, cujo populismo choca a sua atitude conservadora e elitista. Nos anos 50 dá aulas de Literatura Inglesa na Universidade de Buenos Aires e preside à Associação Argentina de Escritores. Após a queda de Perón, é nomeado director da Biblioteca Nacional. Doente da vista desde a sua juventude, a partir de 1956 fica totalmente cego. É nos anos 60 que Borges começa a ser reconhecido internacionalmente como grande escritor. Aos 87 anos, sentindo a morte chegar, vai para Genebra, onde morre.

Entre as principais obras de Jorge Luis Borges destacam-se Ficções, El Aleph, Historia universal da Infâmia, Martín Fierro, Manual de zoología fantástica, etc. Escritor de estilo inconfundível, a sua prosa, aparentemente, despojada e fria, está carregada de sugestões. O rigor, a ironia, as associações de palavras, etc., são recursos que domina com inigualável facilidade. Todas as suas peças literárias são breves e brilhantes e as suas colecções de relatos demonstram uma estranha familiaridade com o insólito e com o excepcional. Desde os trabalhos vanguardistas da juventude até às obras da maturidade, Borges disciplina a sua fantasia com um rigor permanente, conferindo à sua voz e ao seu estilo um carácter verdadeiramente ímpar.