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Johann Eckart

Hochheim, Turíngia, 1260? - Avignon?, 1327

Filósofo alemão. Religioso dominicano, em 1302 recebe o título de magister em Paris, onde é professor em 1311-13. Em 1320 é nomeado director do Estudo Geral de Colónia. Dentro da ordem dos Dominicanos tem a hierarquia de provincial e vigário, mas nos dois últimos anos da sua vida tem que se defender das suspeitas de heresia que os seus escritos despertam. Em 1329, o papa João XXII condena 26 proposições extraídas das suas obras, o que não impede que o seu pensamento exerça uma notória influência sobre teólogos como Lutero e sobre filósofos como Nicolau de Cusa.

Os seus escritos apresentam dois blocos bem diferenciados: o obra latina e a obra alemã. A latina, mais sistemática e metafísica, inclui sermões, textos teológicos de tipo exegético e duas obras principais: Opus Tripartitum e Quaestiones Parisienses. Quanto à obra alemã, mais espiritual e mística, é a que mais interesse desperta no século passado e no presente; o Livro da Consolação Divina é a mais importante. As interpretações da sua obra são as mais variadas: vão desde a sua consideração como tomista tradicional com influências neoplatónicas até ver nele um precursor do existencialismo cristão. Em qualquer caso, é notável o seu propósito místico de se aproximar de Deus desligando-se de esquemas e atitudes exclusivamente racionais.