| Jean-Baptiste d'Alembert
(Paris, 1717 - idem, 1783) Filósofo e cientista francês. Abandonado pelos pais, um vidreiro recolhe-o e fá-lo estudar Matemáticas e Direito com uma pensão entregue pelo seu pai. Em 1741, com apenas vinte e quatro anos, ingressa na Academia Francesa e, a partir de 1772, é secretário perpétuo. Frequenta os principais salões literários de Paris, e muito particularmente o de Julie de Lespinasse, a quem permanece ligado toda a sua vida. Está em contacto contínuo com soberanos como Frederico II da Prússia e Catarina II da Rússia, que lhe oferecem empregos nas suas cortes, que ele recusa. A figura de D'Alembert está especialmente ligada à Enciclopédia, que dirige
juntamente com Diderot até 1758. Escreve o famoso Discurso Preliminar desta obra,
onde propõe uma classificação racional das ciências que reflicta os conceitos
culturais da Ilustração. É, além disso, autor de diversos tratados de física (Tratado
de Dinâmica), história, música e filosofia. No campo literário é notável a
recompilação de ensaios Miscelânia de Literatura, História e Filosofia, assim
como os elogios de Bossuet, Fontenelle, Marivaux e Montesquieu. Mantém uma
correspondência continuada com Voltaire e, a propósito do artigo publicado na Enciclopédia
sobre «Genebra», inicia uma áspera polémica com Jean-Jacques Rousseau. |