Henri Bergson(Paris, 1859 - idem,
1941) Filósofo e escritor francês.
Esmeradamente educado, em 1900 é nomeado professor no Colégio de França,
onde as suas aulas obtêm um êxito sem precedentes. Membro do Instituto
de França desde 1901, ingressa na Academia Francesa em 1914. Em 1928 obtém
o Prémio Nobel de Literatura. Morre durante a ocupação alemã de França
após expressar a sua adesão moral ao catolicismo, apesar da sua origem
judia. Desfruta em vida de uma
popularidade e de uma aceitação insólitas num pensador. A sua filosofia
está em estreita relação com o positivismo do século xix
e com o espiritualismo francês, com os quais tenta elaborar uma original
simbiose. Definitivamente, o que busca é uma superação do positivismo.
Num clima positivista, de aparecimento da crítica científica, de polémica
espiritualista, de neokantismo, tudo isso condicionado pelo auge da ciência,
Bergson aborda o problema da relação sistemática do conhecimento científico
e a metafísica. Para a superação do positivismo, Bergson apoia-se no
positivismo evolucionista de Spencer. Esforça-se por transferir os princípios
positivos para o campo das ciências humanas e da religião, valendo-se de
um princípio de explicação de toda a realidade: a evolução. A sua
ideia básica é que a realidade é duração real. E o local em que se
evidencia que a realidade é duração é a consciência, onde se unem a
experiência e a intuição. A intuição é a alma da verdadeira experiência,
o acto que nos coloca dentro das coisas; não um acto estático, mas uma
actividade viva, a própria duração da realidade. |