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Giordano Bruno

(Noya, reino de Nápoles, 1548-Roma, 1600)

 

Filósofo italiano. Frade dominicano na sua juventude, leva uma vida errante (Paris, Milão, Inglaterra, Praga, Roma…). Pensador de opiniões audazes e independentes, é sucessivamente protegido e perseguido. Conhecedor da teoria heliocêntrica de Copérnico, defende a infinidade do universo. Propugna uma lógica que nada tem que ver com a de Aristóteles e que fundamenta as suas raízes em Ramón Llull. À astronomia de Ptolomeu prefere a de Copérnico. À física de Aristóteles, ao seu mundo finito, ao seu céu incorruptível, opõe a ideia de um mundo infinito, objecto de uma evolução universal e eterna. À religião cristã opunha a religião da natureza. Nas religiões não vê senão superstições e símbolos. Também não acredita na astrologia nem na magia.

Em 1592 comete o erro de regressar a Itália, onde é preso pela Inquisição. Herege convicto, é intimado a retractar-se das suas ideias sob pena de morte. Ao recusar, é excomungado e expulso do seio da Igreja. Dá-se-lhe então um prazo de oito dias para confessar o seu erro. Não o faz, pelo que morre na fogueira como apóstata, herege e violador dos seus votos religiosos.