Fritz LangViena, 1890 - Los Angeles, Califórnia, 1976
Realizador de cinema austríaco. Homem inquieto, viaja muito na sua juventude e participa na Primeira Guerra Mundial. Em 1916 tem a sua primeira experiência cinematográfica como argumentista e, em 1919, inicia-se como realizador com uma série de aventuras —ainda na época do cinema mudo— intitulada Die Spinnen, de grande êxito comercial. Nos anos imediatos converte-se num dos elementos mais brilhantes do cinema expressionista alemão. Traz para o cinema concepções cenográficas, jogos de luzes e sombras e um monumentalismo inconfundíveis. Obtém a graça do público com filmes como As Três Luzes, Os Nibelungos e, sobretudo, Metrópolis. Consegue, além disso, o apoio de diversos organismos estatais, o que lhe permitem realizar filmes nos quais dedica um particular esforço à análise dos personagens e à sua expressão por meio de simbolismos que põem a descoberto as circunstâncias do seu envolvimento nas causas inevitáveis das suas acções. A esta descrição respondem filmes tão clássicos como Matou, o Vampiro de Dusseldorf e O Testamento do Dr. Mabuse. Em 1933, com a chegada do regime nazi, abandona a Alemanha e separa-se da sua mulher, cenógrafa, com quem tem colaborado profissionalmente, e que adere à ideologia nazi. Estabelece-se nos Estados Unidos, onde trabalha, sempre no cinema, entre 1936 e 1957. Nesta etapa norte-americana, Fritz Lang tem de renunciar à sua temática anterior (futurismo, mitologia, situações extremas) e especializa-se em filmes de acção, mais próprios do gosto de Hollywood (contudo, ainda consegue introduzir nestas filmes elementos expressionistas): Fúria, Só Vivemos Uma Vez, Os Carrascos também Morrem, Cidade nas Trevas. Nos seus últimos anos volta à Alemanha, onde se dedica a «repetir» filmes seus, já com a auréola de clássicos: O Tigre Real, O Túmulo Índio, O Diabólico Dr. Mabuse. |