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Franz
Joseph
Haydn (Rohrau
an der Leitha, 1732 - Viena, 1809 Músico austríaco.
Ainda criança canta no coro da Catedral de Viena, onde estuda canto e
aprende a tocar o clavecino e o violino. De família humilde, ao mudar-lhe
a voz (1748) tem que abandonar o coro e passa uma época difícil. Em 1755
escreve uma série de composições por encomenda de um aristocrata e, em
1761, entra ao serviço dos príncipes Esterhazy. É director musical da
sua casa entre 1766 e 1790 e compõe inumeráveis obras. Em 1784, uma loja
parisiense encomenda-lhe seis sinfonias, que se contam entre as suas obras
mais belas. Poucos anos mais tarde, Salomon, director dos concertos de
Hannover Square, chama-o a Londres como director de concertos. Haydn
muda-se para ali, onde é recebido com entusiasmo e escreve algumas das
suas melhores obras. Viaja para Londres por quatro vezes e nessa cidade
compõe não menos de uma dezena de sinfonias. De regresso a Viena,
continua a trabalhar até à sua morte. Desta última época datam os seus
oratórios mais apreciados: A Criação
e As Estações. Nessa época
Beethoven, com quem trava conhecimento Bona, é seu aluno. A existência de
Haydn pressupõe uma época fecunda na história da música, entre Bach e
Beethoven. É um grande criador pela forma que sabe dar à sinfonia, forma
posteriormente ampliada por Mozart (embora este morra antes dele) e levada
ao máximo das suas possibilidades por Beethoven. De inspiração inesgotável,
Haydn é dotado de graça, de encanto e de elegância, mas também de
grandeza e de vigor. No que à orquestra se refere, pode dizer-se de Haydn
que é o primeiro que sabe servir-se dos diferentes instrumentos que a
compõem segundo a natureza e o carácter próprio de cada um deles. |