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Francisco I

Cognac, 1494 - Rambouillet, 1547

 

Rei da França. Filho do conde Carlos de Orleães, conde de Angulema, e de Luísa de Sabóia, reina entre 1515 e 1547. Herda a coroa do seu primo Luís XII e casa-se com Cláudia, filha deste e de Ana da Bretanha. Com esta aliança, Bretanha e França ficam definitivamente unidas. O seu reinado inicia-se com as guerras de Itália, no decurso das quais obtém do imperador Carlos V o ducado de Milão. Apresenta a sua candidatura ao Império, mas Carlos V consegue inclinar a balança a seu favor com ajuda dos empréstimos dos Fugger. É ao longo de todo o seu reinado rival de Carlos V, não só pelas suas ideias políticas antagónicas (Carlos V tem uma ideia imperial medieval e Francisco I um nacionalismo francês de espírito renascentista), mas também pelas possessões territoriais dos Habsburgo.    

Durante a primeira guerra os Franceses atacam Flandres e Carlos V ocupa Milão. Francisco I é feito prisioneiro em Pavia (1525) e transferido para Barcelona, Valência, Játiva e Madrid, onde assina um contrato em virtude do qual renuncia a Nápoles, Milão e Génova e cede Borgonha. Ao regressar a França denuncia o tratado e forma a Liga de Cognac (1526). Ao declarar-se de novo a guerra, o facto mais notório é o saque de Roma pelas tropas imperiais (1527). Pelo Tratado de Cambrai, Francisco I renuncia às suas pretensões sobre a Itália em troca da soberania de Borgonha. Mais tarde alia-se com os príncipes protestantes (1531) e, em 1536, com a invasão do ducado de Sabóia, começa de novo a guerra, que termina com uma trégua de dez anos (Nice, 1538).    

Carlos V, ao aliar-se com a Inglaterra, e Francisco I com os Turcos, as hostilidades desencadeiam-se novamente. Pela Paz de Crépy (1544), o rei francês renuncia definitivamente a Nápoles e Sicília e à soberania da Flandres e do ducado de Artois.    

Quanto à política interna, Francisco I assegura a prosperidade económica de França. É, além disso, um príncipe renascentista e protector das humanidades. Funda o Collège de France. Sucede-lhe o seu filho Henrique II.