ERNEST HEMINGWAY
Oak Park, Illinois, 1899 - Ketchum, Idaho, 1961Romancista
e jornalista norte-americano. Inscreve-se como voluntário na Cruz
Vermelha para participar na Primeira Guerra Mundial. É a época das suas
grandes vivências europeias, especialmente francesas e espanholas. Em
1925 publica um livro de crónicas que passa despercebido, In
Our Time. Um ano mais tarde sai Fiesta,
em que descreve a vida de expatriados norte-americanos que, primeiro em
Paris e depois em Pamplona (Espanha), tentam em vão dar sentido às suas
vidas. Nesta obra aparece a sua primeira declaração de amor a Espanha e
à tauromaquia. Em Adeus às Armas manifesta as suas desilusões e, baseando-se nas
suas experiências de 1918 (estando convalescente num hospital milanês
tem amores com uma enfermeira norte-americana que, por fim, se casa com um
oficial italiano), mostra o carácter irrisório do amor e da guerra. Morte depois do Meio-Dia e As
Verdes Colinas de África reflectem, respectivamente, o seu amor às
corridas de touros e a sua paixão pela caça. A partir da guerra civil espanhola, em que é jornalista correspondente,
Hemingway torna-se um mestre de jornalismo pela sua prosa concisa e exacta,
que leva com êxito para o romance. The
Fifthcolumn and the First Forty Nine Stories e, sobretudo, Por
Quem os Sinos Dobram, são um canto à solidariedade humana. Durante a
Segunda Guerra Mundial leva uma vida turbulenta e alcoólica de
correspondente de guerra. Em 1949 publica Na Outra Margem entre as Árvores, recordações de guerra de um
coronel norte-americano. Em 1952 dá a conhecer uma breve obra-prima, O
Velho e o Mar. Em 1954 recebe o Prémio Nobel de Literatura e, em
1961, após ser internado por diversas vezes em hospitais de frenopatia,
suicida-se. Postumamente, publicam-se as suas recordações da Paris de
entre-guerras, Paris é Uma Festa
e Ilhas à Deriva, fragmentos de
um romance fracassado. |