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Epicuro

Samos, 341 a. C. - Atenas, 270 a. C.

Filósofo grego. Ensina em Mitilene, Lâmpsaco e Atenas, onde abre, em 306 a. C., uma escola num jardim. Os seus discípulos consideram-no um personagem divino. Aquando da sua morte, tanto a sua doutrina como a sua escola adquirem carácter religioso. Da sua obra conservam-se apenas três cartas (a Heródoto, a Pítocles e a Meneceu) e uns oitenta aforismos, descobertos em 1822.

A escola filosófica de Epicuro é ao mesmo tempo uma comunidade de amigos e uma seita. O pensamento epicúrio, como o estóico, dirige a atenção para as questões morais. Para Epicuro e a sua escola, a virtude identifica-se com o saber; por isso, o modelo de virtude é o sábio. O sábio é feliz, caracteriza-se pelo domínio de si, pela sua constância e pela sua simplicidade. Afasta-se da política e, em questões de justiça, é propenso à clemência.

O objectivo fundamental do epicurismo é a moral, isto é, a ordenação da conduta humana de modo a ser possível alcançar uma vida feliz. Para Epicuro a felicidade é a obtenção de prazer sabiamente administrado e o afastamento da dor. Deste modo, os epicúrios dão da natureza humana uma explicação hedonista: a lei fundamental da natureza é a procura do prazer.

Quanto à descrição de fenómenos naturais, os epicúrios recuperam o atomismo de Demócrito com algumas variantes; apenas lhes interessa a natureza na medida em que pode contribuir para a felicidade do homem libertando-o dos seus temores, demonstrando ser vão o temor dos deuses, ser vão o temor da morte, estar o prazer ao alcance de todos e que a dor, sendo breve e transitória, é facilmente suportável.