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Honoré de Balzac (Tours, 1799 - Paris, 1850) Romancista francês. Apesar das suas pretensões aristocráticas, Balzac é de família modesta. Educado num colégio de Vendôme, muda-se, ainda
jovem, para Paris, onde leva, até aos trinta anos, uma vida singularmente aventurosa, cheia de jogos, de esforços em diversos sentidos e de empreendimentos fracassados. Alojado num
desvão durante muitos anos, entre 1822 e 1828 acumula uma infinidade de volumes, a maioria sob pseudónimo, para os quais não encontra editor. Uma vontade menos sólida que a sua
abandona, mas Balzac tem uma fé inquebrantável no seu próprio génio e persevera de modo infatigável. Por outro lado, tenta animosamente assegurar a sua independência por meio de
especulações industriais. É editor, impressor, etc. Mas nenhuma das suas empresas triunfa, e só lhe deixam dívidas. Perante a falta de êxito volta com mais afinco à literatura. Entre as primeiras obras que assina com o seu nome contam-se Pequenas Misérias da Vida Conjugal e Catarina
de Médicis. Contudo, ainda não é conhecido como romancista quando aparece, em 1830, A Pele de Chagrém, romance de grande êxito. A partir deste momento, e graças a um trabalho encarniçado, a sua produção literária é de uma regularidade surpreendente. Sem
ter em conta as classificações que adopta mais tarde, quando empreende o trabalho de ligar todas as partes da sua obra sob o título genérico de A
Comédia Humana, entre os seus principais romances destacam-se: Um Episódio no Tempo do Terror, A Obra-Prima Desconhecida, O Coronel Chabert, O
Médico de Aldeia, Eugénia Grandet, Séraphita, O Tio Goriot, Ilusões Perdidas, O Lírio no Vale, César Birotteau, Úrsula
Mirouet, Um Caso Tenebroso, Esplendores e Misérias das Cortesãs, Modeste Mignon, O
Primo Pons… O momento mais glorioso da carreira de Balzac, que de certo modo marca o florescimento do seu génio, é a época em que publica os contos e
romances que classifica posteriormente, na sua Comédia Humana, em Cenas da Vida Privada e Cenas da Vida de Província. As principais são
A Mulher Abandonada, A Mulher de Trinta Anos, A Solteirona, etc.; e, em primeiro lugar, Eugénia
Grandet. |