Baltasar Castiglione(Casatico, Mântua, 1478 - Toledo, 1529) Escritor italiano. De ascendência
nobre, inicia a sua formação humanística e a sua carreira diplomática
em Milão, na corte dos Sforza. Passa de seguida para o serviço dos
Gonzaga, em Mântua, e posteriormente para a corte de Urbino. Em 1513 é
embaixador em Roma, na corte de Leão X, e trava amizade com Rafael. Em
1516 volta a Mântua e, após enviuvar, torna-se eclesiástico. Participa
em várias missões militares. Em 1524, o papa Clemente VII nomeia-o núncio
apostólico na corte do imperador Carlos V. Em Espanha ajusta-se bem com o
poeta Juan Boscán, tradutor para o espanhol da sua principal obra, O
Cortesão. Após o saque de Roma (1527) é injustamente acusado pelo
papa de não fazer nada para o impedir. Morre de peste em Espanha. Entre as suas obras menores,
contam-se versos em latim e italiano, uma écloga, Tirsis,
e um abundante epistolário de interesse tanto literário como político e
diplomático. O Cortesão, a sua
obra fundamental publicada em 1528, é um manual do perfeito cavalheiro
renascentista, a quem se exige ser culto, elegante, hábil, de gosto
esquisito e, além disso, bom soldado: vigoroso e perito no uso das armas.
Mostra também as condições que há-de reunir uma perfeita dama de palácio:
deve estar, como o cortesão, livre de paixões amorosas e devota daquele
amor que através da beleza física transcende para a contemplação da
beleza moral, e que não caduca, superando o humano. Um amor como o que o
próprio Castiglione experimenta por Elisabetta Gonzaga. |