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Johann Sebastian Bach (Eisenach, 1685 - Leipzig, 1750) Compositor alemão. Descendente de uma família de músicos e filho de um músico da corte, fica órfão aos dez anos. Prossegue a sua educação
musical com o seu irmão e aos quinze anos obtém um lugar de cantor em Lüneburg, onde estuda intensamente diversos autores alemães, flamengos e italianos. Aos 18 anos já tem
assimilada boa parte da tradição musical germânica. Em 1703 obtém a sua primeira colocação profissional como violinista da corte de Weimar, onde permanece apenas meio ano. Em
finais de 1903 aceita o seu primeiro lugar de organista. Nesta época, a sua actividade criadora começa a ser importante. Compõe música para clavicórdio, instrumento que sempre
cultiva, para órgão e para voz. Em 1707 obtém um posto de organista em Mülhausen, de onde passa rapidamente, ao que parece por divergências religiosas, para a corte do duque da Saxónia-Weimar
como músico de câmara e organista. Este é um período fecundo: obras para órgão, cantatas religiosas e profanas. Bach começa a ter fama de virtuoso do órgão e é solicitado para
dar recitais em Weissenfels, Halle, Kassel e Erfurt. Aprofunda os seus conhecimentos no estilo italiano transcrevendo peças de Vivaldi e Marcello. Em 1717, com a sua numerosa família,
muda-se para Köthen, onde entra ao serviço do príncipe Leopold de Anhalt-Köthen. Por causa do calvinismo desta corte, durante um período de seis anos Bach não compõe música
religiosa. Mas, no entanto, cria A Fantasia Cromática, diversas obras para solo de violino e violoncelo e as sonatas para flauta. Nos seis Concertos
Brandeburgueses apresenta uma verdadeira síntese da sabedoria musical europeia da época. É também desta época o Concerto para Dois Violinos
e Orquestra. Em plena maturidade criadora, deu diversos concertos em Leipzig e Hamburgo. Em 1720 fica viúvo da sua primeira mulher, com quem tem sete filhos, e em 1721 volta a casar-se com Anna Magdalena Wülcken. Em 1723, com 38 anos
de idade, ganha por concurso um lugar de director musical em Leipzig, que ocupa até à sua morte. Esta última etapa da sua vida é a de maior fecundidade, especialmente no que se
refere à música religiosa. Compõe mais de 250 cantatas, as Paixões segundo S. João, S. Mateus e S. Marcos, a Missa
em Si Menor, o Magnificat, etc. Para órgão escreve prelúdios e fugas e as admiradas Seis Sonatas
a três vozes. Para clavicórdio, o segundo volume de Cravo Bem Temperado, a Partita em Si Menor, as Variações
Goldberg, etc. Em duas das suas últimas obras, A Oferenda Musical e A Arte da Fuga, Bach deixa
para a posteridade uma amostra definitiva do prodigioso domínio que tinha da sua arte. Em 1750, Bach morre; do seu leito de morte dita até ao último dia música para o seu instrumento
favorito, o órgão. |