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André
Breton (Tinchebray, Orne, 1896 - Paris, 1966) Escritor francês. Vive a aventura
do surrealismo como uma experiência existencial. Em Valéry descobre o
poder subversivo da inteligência pura. Cerca de 1920 adere ao grupo Dadá,
mas logo de seguida se opõe a Tzara. Descobre o automatismo como meio de
renovar a arte e lê com paixão Rimbaud e Lautréamont. Em 1924 lança o Manifesto
do Surrealismo. Animado por uma ardente vontade de
acção, a sua rebeldia inata leva-o a posturas revolucionárias. Publica as revistas La Révolution
Surrealiste e Le Surréalisme au
Service de la Révolution. Mas o surrealismo não pode
submeter-se de todo, e as suas relações com o Partido Comunista são
sempre delicadas. Paralelamente à sua acção política,
Breton prossegue a sua investigação sobre o homem e o mundo. O encontro
amoroso com Najda e a experiência vivida com esta jovem mulher
inspiram-lhe a escrita de Nadja,
que é a única obra verdadeiramente grande de Breton. Peça interessante
e característica do surrealismo é também O
Amor Louco. Após a Segunda Guerra Mundial, que passa nos Estados
Unidos, regressa a França e dedica-se a prodigalizar censuras e ânimos
aos seus jovens discípulos. |