Alexander Calder
(Filadélfia, 1898 - Nova Iorque, 1976)
Escultor
norte-americano. Inicialmente estuda Engenharia Mecânica e, a partir de
1922, Arte. Em 1926 muda-se para Paris e começa a realizar pequenas
figuras ridículas de arame de tema circense, que expõe no Salão dos
Humoristas de 1927. A sua obra escultórica caracteriza-se, desde o início
da sua carreira, pela ausência de pretensões e por uma poesia humorística.
Pouco depois (1931) inclina-se para a arte abstracta, pinta alguns quadros
(Composition) e realiza diversas esculturas, entre elas trinta mobiles
(o nome de mobile é de Marcel Duchamp) que apresenta numa galeria parisiense
em 1932. A partir de então começa a ser conhecido pelo grande público.
Ao longo de toda a sua obra, Calder desenvolve um lirismo quase infantil
sem se ver limitado por nenhum prejulgamento de escola, o que pode ser
apreciado em alguns dos seus mobiles
mais famosos, como o do edifício da UNESCO em Paris. Idênticas características
apreciam-se nos seus cenários teatrais, jóias, personagens de estuque,
«constelações» de madeira e ferro e, nas suas esculturas da última época,
as denominadas «setas». É autor, além disso, de pinturas esquemáticas
de grande colorido e de mobiles
espectaculares, como a fonte do aeroporto de Barcelona. |