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Akhenaton (Amenófis IV)

(Tebas, Egipto, 1362 a.C.? – Akhetaton, Egipto, 1333 a.C.?)

Akhenaton, filho do faraó Amenófis III, nasce em Tebas cerca de 1362 a.C. Casa com Nefirtiti que o auxilia no governo do Egipto e na reforma religiosa. Rompe com o esoterismo dos seguidores de Amon e de outros deuses menores. Tenta implantar um culto monoteísta. Aton, o Sol, será o Deus único. É hostilizado pela classe sacerdotal.

Constrói uma nova capital, Akhetaton, dedicada ao deus Aton. A religião atoniana é uma religião fraterna, sob os auspícios de um deus intangível, mas omnipresente, ao mesmo tempo pai e mãe de toda a humanidade. Tudo o que na terra existe, proclamam os hinos, procede de Aton, a música, o amor, o riso, os frutos, os vinhos, as flores, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas, etc.

Akhenaton morre com cerca de 29 anos. Após a sua morte, Tutancamon (seu genro?) transfere a corte para Tebas e reimplanta o anterior culto politeísta.

Um século mais tarde Moisés parecerá influenciado pela concepção monoteísta de Akhenaton.

Faraó, renovador religioso e também poeta, Akhenaton antecipa-se realmente a Moisés quando se dirige directamente ao Deus único, como neste hino que terá composto:

Respiro o doce hálito da tua boca
- diz Akhenaton ao divino Sol. -
Vejo a tua beleza
todos os dias,
quero para sempre ouvir tua doce voz,
como o vento.
Desejo que a vida renasça em mim,
graças ao teu amor.
Dá-me o alento
que rejuvenesce o teu espírito,
para que eu o colha,
o receba
e dele viva.
Chama por mim até à eternidade.
Jamais deixarei de estar contigo,
jamais deixarei de te responder.