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ADONIRAN BARBOSA
Sambista: 1910 - 1982
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QUANDO TUDO ACONTECEU... 1910: Em Valinhos, interior do Estado de São Paulo, Brasil, a 6 de Agosto nasce João Rubinato, filho de imigrantes italianos. - 1924: Primeiro ofício: entregador de marmitas. - 1932: Depois de ter vivido em Jundiaí e Santo André, muda-se para a cidade de São Paulo; emprega-se como vendedor de tecidos e participa em programas de calouros, na rádio; adota o pseudônimo Adoniran Barbosa. - 1934: Com a marcha Dona Boa ganha o primeiro lugar em concurso carnavalesco promovido pela Prefeitura de São Paulo. - 1936: Casa com Olga - 1937: Passa a viver com Matilde, amor para toda a vida. - 1941: É convidado pela Rádio Record para trabalhar como ator cômico, locutor e discotecário. - 1955: Grava Saudosa Maloca, samba de sucesso; a seguir compõe outro sucesso: o Samba do Arnesto. - 1965: Os “Demônios da Garoa” gravam Trem das onze, samba de Adoniran, que alcança grande êxito. - 1972: Adoniran aposenta-se mas como a pensão que recebe é pequena, passa a fazer shows nos circos e nos palcos. - 1974: Adoniran grava o samba Vide verso meu endereço. - 1982: Elis Regina canta e grava Tiro ao Álvaro, de Adoniran Barbosa; este morre a 23 de Novembro, parada cardíaca. |
O ENTREGADOR DE MARMITAS |
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Desde
Valinhos, onde nasce em 1910, como João Rubinato, até à São Paulo que
canta em seus sambas, Adoniran Barbosa conhece as misérias da vida e a
rejeição dos que têm de lutar até à última fibra dos ossos para ter
seu talento reconhecido. Não foi fácil a vida para o sambista. Abandona
a escola cedo, pois não gosta de estudar; nascido de uma família de
imigrantes italianos, que busca acertar-se na vida, necessita trabalhar,
para ajudar a família numerosa - Adoniran tem sete irmãos. Procurando
resolver seus problemas financeiros, os Rubinato vivem mudando de cidade.
Moram primeiro em Valinhos, depois Jundiaí, Santo André e finalmente São
Paulo. Em
Jundiaí, conhece seu primeiro ofício: entregador de marmitas. Aos
quatorze anos, ainda criança, o encontramos rodando pelas ruas da cidade
e, legitimamente, surrupiando alguns bolinhos pelo caminho. A matemática
da vida lhe dá o que a escola deixou de ensinar: uma lógica irrefutável.
Se havia fome e, na marmita, oito bolinhos, dois lhe saciariam a fome e
seis a dos clientes; se quatro, um a três; se dois, um a um. O
aprendizado se completa, nas diversas atividades exercidas por João. Foi
pedreiro, garagista, mascate, encanador, garçom, metalúrgico... Mais
tarde faria Vide verso meu endereço,
samba gravado em 1974, já no final da vida – Adoniran morre em 1982
- no
qual fala de situação decerto observada em suas andanças pelas ruas das
cidades em que viveu. Em forma de carta, o samba diz: Venho
por meio dessas mal traçadas linhas O
dinheiro que você me deu Casei,
comprei uma casinha linda |
| A GESTA DE ADONIRAN BARBOSA | |
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O
compositor e cantor tem um longo aprendizado, num arco que vai do
marmiteiro às frustrações causadas pela rejeição de seu talento. Quer
ser artista – escolhe a carreira de ator. Procura de várias maneiras
fazer seu sonho acontecer. Tenta, antes do advento do rádio, o palco, mas
é sempre rejeitado. Sem padrinhos e sem instrução adequada, o ingresso,
nos teatros, como ator, lhe é para sempre abortada
O samba, no início da carreira, tem para ele caráter acidental.
Escolado pela vida, sabe que o estrelato e o bom sucesso econômico só são
alcançados na veiculação de seu nome na caixa de ressonância popular
que é o rádio. O
magistral período das rádios, também no Brasil, cria diversas modas,
mexe com os costumes, inventa a participação popular – no mais das
vezes, dirigida e didática. Têm elas um poder e extensão pouco comuns
para um país rural como o nosso. Inventam a cidade, popularizam o emprego
industrial e acendem os desejos de migração interna e de fama. Enfim, no
país dos bacharéis, médicos e párocos de aldeia, a ascensão social
busca outros caminhos e pode-se já sonhar com a meteórica carreira de
sucesso que as rádios produzem. Três caminhos podem ser trilhados: o de
ator, o de cantor ou o de locutor. Adoniran,
aprendiz das ruas, percebe as possibilidades que se abrem a seu talento.
Quer ser ator, popularizar seu nome e ganhar algum dinheiro, mas a não
aceitação anterior o leva para outros caminhos. Sua inclinação natural
no mundo da música é a composição mas, neste momento, o compositor é
um mero instrumento de trabalho para os cantores, que compram a parceria
e, com ela, fazem nome e dinheiro. Daí sua escolha recair não sobre a
composição, mas sobre a interpretação. Entrega-se
ao mundo da música. Busca conquistar seu espaço como cantor – tem boa
voz, poderia tentar os diversos programas de calouro. Já com o nome de
Adoniran Barbosa – tomado emprestado a um companheiro de boêmia e de
Luiz Barbosa, cantor de sambas, que admira – João Rubinato estréia
cantando um samba brejeiro de Ismael Silva e Nilton Bastos, o Se
você jurar. É gongado, mas insiste e volta novamente ao mesmo
programa; agora cantando o belo samba de Noel Rosa, Filosofia,
que lhe abre as portas das rádios e ao mesmo tempo serve como mote
para suas composições futuras: O mundo me condena Mas a filosofia Não me incomodo
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DEUS DÁ O FRIO CONFORME O COBERTOR |
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Saudosa Maloca, primeiro sucesso de Adoniran. Entretanto, o que está a acontecer no resto do mundo? Consulta a Tábua Cronológica. |
A
vida profissional de Adoniran Barbosa se desenvolve a partir das
interpretações de outros compositores. Embora a composição não o
atraia muito, a primeira a ser gravada é Dona
Boa, na voz de Raul Torres. Depois grava em disco Agora
pode chorar, que não faz sucesso algum. Aos poucos se entrega ao
papel de ator radiofônico; a criação de diversos tipos populares e a
interpretação que deles faz, em programas escritos por Osvaldo Moles,
fazem do sambista um homem de relativo sucesso. Embora impagáveis,
esses programas não conseguem segurar por muito tempo ainda o
compositor que teima em aparecer em Adoniran. Entretanto, é a partir
desses programas que o grande sambista encontra a medida exata de seu
talento, em que a soma das experiências vividas e da observação acurada
dá ao país um dos seus maiores e mais sensíveis intérpretes. O
mergulho que o sambista fará na linguagem, suas construções lingüísticas,
pontuadas pela escolha exata do ritmo da fala paulistana, irão na contramão
da própria história do samba. Os sambistas sempre procuraram dignificar
sua arte com um tom sublime, o emprego da segunda pessoa, o tom elevado
das letras, que sublimavam a origem miserável da maioria,
e funcionavam como a busca da inserção social. Tudo era uma
necessidade urgente, pois as oportunidades de ascensão social eram
nenhumas e o conceito da malandragem vigia de modo coercitivo. Assim,
movidos pelos mesmos desejos que tinha Adoniran de se tornar intérprete e
não compositor, e a partir daí conhecido,
os compositores de samba, entre uma parceria vendida aqui e outra
ali, davam o testemunho da importância que a linguagem assumia como veículo
social. Mas
a escolha de Adoniran é outra, seu mergulho também outro.
Aproveitando-se da linguagem popular paulistana – de resto do próprio
país – as músicas dele são o retrato exato desta linguagem e, como a
linguagem determina o próprio discurso, os tipos humanos que surgem deste
discurso representam um dos painéis mais importantes da cidadania
brasileira. Os despejados das favelas, os engraxates, a mulher submissa
que se revolta e abandona a casa, o homem solitário, social e
existencialmente solitário, estão intactos nas criações de Adoniran,
no humor com que descreve as cenas do cotidiano. A tragédia da exclusão
social dos sambistas se revela como a tragicômica cena de um país que
subtrai de seus cidadãos a dignidade. O sucesso de
Saudosa Maloca (2),
o primeiro do compositor, traz já inscritas suas marcas: Se
o sinhô não tá lembrado
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IRACEMA, EU PERDI O SEU RETRATO |
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O
seu primeiro sucesso como compositor vira canção obrigatória das rodas
de samba, das casas de show; é
bem possível que todo brasileiro conheça, senão a música inteira, ao
menos o estribilho, que se torna intemporal. Adoniran alcança, então, o
almejado sucesso que, entretanto, dura pouco e não lhe rende mais que uns
minguados trocados de direitos autorais. A música, que já havia sido
gravada pelo autor em 1951 e não fizera sucesso ainda, é regravada
novamente pelos “Demônios da Garoa”, conjunto musical de São Paulo
(esta cidade é conhecida como a terra da garoa, da neblina, daí o nome
do grupo). Embora o conjunto seja paulista, a música acontece
primeiramente no Rio de Janeiro. E aí sim, o sucesso é retumbante. Como
acontecera com os programas escritos por Osvaldo Moles, que deram a
Adoniran a medida exata da estética a ser seguida, o samba inspira
Osvaldo a criar um quadro para a rádio, que se chamava História
das Malocas, com um personagem, que faz sucesso, o Charutinho. De novo
ator, Adoniran, tendo provado o sucesso como compositor, não mais se
afasta da composição. Arguto
observador das atividades humanas, sabe também que o público não se
contenta apenas com o drama das pessoas desvalidas e solitárias; é
necessário que se dê a este público uma dose de humor, mesmo que
amargo. Compõe para esse público um dos seus sambas mais notáveis, um
dos primeiros em que trabalhou a nova estética do samba. Iracema, eu nunca mais eu te vi. E hoje ela vive lá no céu, |
MATILDE |
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Entre
a tentativa de carreira nas rádios paulistas e o primeiro sucesso,
Adoniran trabalha duro, casa-se duas vezes e freqüenta, como boêmio, a
noite. Nas idas e vindas de sua carreira tem de vencer várias
dificuldades. O trabalho nas rádios brasileiras é pouco reconhecido e
financeiramente instável, muitos passaram anos nos seus corredores e
tiveram um fim de vida melancólico e miserável. O veículo que encanta
multidões, que faz de várias pessoas ídolos é também cruel como a
vida; passado o sucesso que, para muitos, é apenas nominal, o ostracismo
e a ausência de amparo legal levam cantores, compositores e atores a uma
situação de impensável penúria. Adoniran
sabe disto, mas mesmo assim seu desejo cala mais fundo. O primeiro
casamento não dura um ano; o segundo, a vida toda: Matilde. De grande
importância na vida do sambista, Matilde sabe com quem convive e não só
prestigia sua carreira como o incentiva a ser quem é e como é, boêmio,
incerto e em constante dificuldade. Trabalha também fora e ajuda o
sambista nos momentos difíceis, que são constantes. Adoniran vive para o
rádio, para a boêmia e para Matilde. Numa
de suas noitadas, de fogo, perde a chave de casa e não há outro jeito
senão acordar Matilde, que se aborrece. O dia seguinte foi repleto de
discussão. Mas Adoniran é compositor e dando por encerrado o episódio,
compõe: Joga a chave meu bem
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| HISTÓRIA | |
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Dono
de um repertório variado de histórias, o sambista não perdia a vez de
uma boa blague. Certa vez, quando trabalhava na rádio Record, onde ficou
por mais de trinta anos, resolveu, após muito tempo ali, pedir um
aumento. O responsável pela gravadora disse-lhe que iria estudar o
aumento e que Adoniran voltasse em uma semana para saber dos resultados do
estudo... quando voltou, obteve a resposta de que seu caso estava sendo
estudado. As interpelações e respostas, sempre as mesmas,
duraram algumas semanas... Adoniran começava se irritar e, na última
entrevista, saiu-se com esta:
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| FALAR ERRADO É UMA ARTE | |
| Adoniran grava o Samba do Arnesto, sucesso absoluto. Entretanto, o que está a acontecer no resto do mundo? Consulta a Tábua Cronológica. |
O
sucesso de Adoniran, a divulgação de suas músicas, se deve muito à
atuação perfeita dos “Demônios da Garoa”. No mesmo ano em que
gravaram Saudosa Maloca, também gravaram o Samba do Arnesto, cuja melodia e
letra demonstram todo o cuidado das composições de Adoniran. A estética
fundada pela música anterior se demonstra e plena, completa e acabada. O
sambista descobre a si mesmo, sua melhor expressão e seus melhores
interpretes. Aos quarenta e cinco anos é um artista perfeito... De sua
boca ouvimos, em depoimentos tardios, algumas das definições mais
precisas sobre o ofício de compor e reconhecemos nele a certeza e a
convicção de que cria, com sua persistência, uma arte maior. Em um de
seus depoimentos sai-se com esta pequena jóia, verdadeira arte poética:
“Falar errado é uma arte, senão
vira deboche” ou com esta: “Eu
sempre gostei de samba. Sou um sambista nato. Gosto de samba e pouco me
importa se custaram a me aceitar assim. Implicavam com as minhas letras,
com os nóis fumo, nóis vamu, nóis semu etc. etc... O que eu escrevo está
lá direitinho no Bexiga (8). Lá é engraçado... o crioulo e o italiano falam igualzinho... o
crioulo fala cantando...” Essa
arte pode se reconhecida no Samba do Arnesto. Toda roda de samba, todo show ou cantoria em que o samba se acompanha do violão e seus
instrumentos de percussão emendam a Saudosa
maloca com o Samba do Arnesto...
O Arnesto nus convidô
prum
samba No ortro dia (Breque
falado:) (12) Anssim: Oia turma, não deu pra esperá. Aduvido que isso num faz mar (13) , e num tem importança. De otra veis nóis te carça a cara! (14)
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| TREM DAS ONZE | |
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A
vida em família transcorre tranqüila. O sucesso espoca ora aqui ora ali.
Mora Adoniran em São Paulo, perto do aeroporto – bairro afastado dos da
burguesia paulista. Continua com sua vida no rádio, mas nada é
permanente e ele reconhece isto com a própria vida. A voz a cada ano fica
mais roufenha, produto dos cigarros e da bebida, para uns, e das imitações
que faz como ator, para outros. A voz que fica na memória dos brasileiros
é esta. Aposenta-se
em 1972, com 62 anos de idade e, como a pensão que recebe é pequena,
procura engordar a renda familiar em shows
que faz nos circos e nos palcos. Canta nos circos às quintas, sábados e
domingos. Certa feita, quando se preparava para entrar no picadeiro, diz
para seu sobrinho, Sérgio Rubinato, que o acompanha nos últimos anos:
“Está me cheirando a um certo
fedor de ausência de público...” Ganha pouco e para ele a
necessidade da afluência do público é importante. Nem
seu último sucesso, gravado e regravado diversas vezes, o Trem das onze, traz-lhe a devida recompensa. Trem das onze é gravado originalmente pelos Demônios, em 1965. Lançado
no meio do ano, se torna o maior sucesso no carnaval do Rio de Janeiro e
depois é novamente repatriado para São Paulo. É curioso que este samba
apareça num momento importante para a música popular brasileira. A
música brasileira, após o advento da bossa-nova e da tropicália, mesmo
mantendo o samba como pano de fundo, se integra a um processo de troca
cultural com o resto do mundo, principalmente a música americana, que é
importante para a sua remodelação e para o questionamento do fazer
cultural, mas que retira dos meios midiáticos a expressão de certa
parcela da população, que fizera da música base para quebrar com o
preconceito e a não aceitação das elites culturais e econômicas. O
samba é banido das rádios, da televisão... Alguns
movimentos de resistência e de troca cultural, como o Zicartola, que recoloca o samba em discussão aparecem e são
importantes. O foco de resistência é o Rio de Janeiro. O samba de maior
penetração popular, o de Adoniran, sambista paulista.
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| PARQUE DE DIVERSÕES | |
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Nos
últimos anos de vida, com o enfisema avançando, e a impossibilidade de
sair de casa pela noite, o sambista dedica-se a recriar alguns dos espaços
mágicos que percorreu na vida. Grava algumas músicas ainda, mas com
dificuldade – a respiração e o cansaço não lhe permitem muita coisa
mais – dá depoimentos importantes, reavaliando sua trajetória artística. Compõe pouco. Mas
inventa para si uma pequena arte, com pedaços velhos de lata, de madeira,
movidos a eletricidade. São rodas-gigante, trens de ferro, carrosséis. Vários
e pequenos objetos da ourivesaria popular – enfeites, cigarreiras, bibelôs...
Fiel até o fim à sua escolha, às observações que colhe do cotidiano,
cria um mundo mágico. Quando recebe alguma visita em casa, que se admira
com os objetos criados pelo sambista, ouve dele que “alguns
chamavam aquilo de higiene mental, mas que não passava de higiene de débil
mental...” Como se vê, cultiva o humor como marca registrada. Marca
aliás, que aliada à observação da linguagem e dos fatos trágicos do
cotidiano, faz dele um sambista tradicional e inovador. Adoniran
Barbosa morre em 1982, aos 72 anos de idade. NOTAS
SOBRE O LINGUAJAR DO BEXIGA
(1) Prontidão - sem dinheiro |